Rodrigo Gral

“Quem me ensinou a bater na bola usando chuteira de trava alta foi o seu Abílio dos Reis”.

É com esta frase que o atacante Rodrigo Gral fala sobre o início da carreira no futebol, pelo Internacional, em 1993. Ainda menino, jogava futebol de salão (hoje futsal) na cidade de Chapecó, onde nasceu. Levado ao Estádio Beira-Rio para realizar testes, conheceu um dos maiores entendedores de divisões inferiores do Brasil. ‘Seu Abílio’, como era chamado, revelou Falcão, Dunga e Carpegiani, além de garimpar diversos garotos nos campinhos do interior.

“Tenho uma história que me emociona sempre que conto. Quando o Inter me dispensou por não ter espaço no alojamento, eu estava apenas esperando eles me darem uma passagem para retornar para Chapecó. Foi o Seu Abílio quem me pegou pela mão, me levou até o Estádio Olímpico, me deixou no portão e disse: ‘vai guri, daqui eu não passo, mas está tudo certo’. Ele respeitava demais o Grêmio e não entrou, mas havia cuidado de tudo para mim. Era um cara sensacional”, revela.

No bairro Azenha, depois de três treinamentos, chamou atenção dos professores e foi convidado a ficar. Já não retornaria para Santa Catarina e marcaria época nas categorias de base do Tricolor, onde até hoje detém a marca de maior artilheiro da história com 172 gols.  Em quase duas décadas dedicadas aos gramados, passando por países asiáticos e Seleção Sub-23, o atleta realizou uma meta pessoal no dia 27 de outubro de 2012: ao marcar o quarto gol da partida contra o Tupi/MG, pela Série C, chegou aos 500 gols ao longo de sua trajetória.

“Desde que comecei contabilizo os gols. Quem faz este trabalho, na verdade, de catalogar tudo é meu irmão, que tem todos os recortes, reportagens de todos os países que passei, enfim. Estou muito feliz por ter alcançado tal façanha. Sempre vivi com metas. Aí para 2013 tínhamos o sonho do acesso para a elite nacional. Com um grupo de guerreiros, uma verdadeira família que formamos aqui na Chapecoense entre jogadores e comissão técnica do professor Gilmar Dal Pozzo, trouxemos o clube para a inédita primeira divisão. Isto história nenhuma apaga”, afirma.

Nascido Rodrigo Gral em 21 de fevereiro de 1977, uma peculiaridade envolve seu sobrenome: O correto é Grahl, porém, somente quando requereu a cidadania italiana, devido à descendência da família, modificou e reparou a grafia inicialmente equivocada. Contudo, pela dificuldade em acertarem a escrita pelos clubes onde passou e na mídia em geral, optou por manter como nome de guerra apenas Gral, sem a letra ‘h’ dos antepassados.

No dia 8 de agosto de 2014, após dois anos defendendo seu time do coração, o atacante teve seu contrato rescindido pela diretoria da Chapecoense, após participar dos inéditos dois acessos do clube consecutivamente, até chegar à elite do futebol brasileiro. Por conta de duas lesões, na temporada 2014 não rendeu o esperado. Recuperado, apesar das lágrimas, saiu de cabeça erguida e contando com o apoio dos companheiros que queriam sua permanência. Pouco tempo depois, anunciado pelo Juventus de Seara para o primeiro ano como profissional do clube. A meta era o acesso para a Segundona catarinense. Vencendo o turno e returno, a equipe denominada Fúria do Oeste atingiu seu êxito com Rodrigo Gral sendo o artilheiro da competição.

O começo de 2015 foi em mais um projeto vencedor. Rodrigo Gral recebeu convite do Gama, no Distrito Federal. O clube de maior torcida local não ganhava um Candangão há 12 anos. Com sua estrela e importantes participações, o artilheiro colocou mais uma taça no armário e faixa no peito. A sequência uma passagem pelo Concórdia e o convite para desbravar novas terras. Chamado para um projeto nos Estados Unidos, vestiu as cores do Corinthians-USA. Seu faro de gol não falhou. Ao todo, 33 vezes balançou as redes em campos da região da Califórnia. De volta ao Brasil, passou por Operário/MS e São José/RS até receber novo chamado dentro de projeto pensando no futuro, após pendurar as chuteiras. Acertou contrato de três meses com o FC Djursland, da Dinamarca. Um clube reestruturado por um gaúcho, treinador nível A da Fifa. No país, além de atuar na equipe universitária, Rodrigo Gral estudou para Manager. Seus contatos em diversas partes do Mundo, o fazem compreender que é a continuação natural em sua trajetória. Pela primeira vez na Europa, Rodrigo Gral foi sucesso. Chegou ao gol de número 600 em sua carreira e na Liga Regional deixou o time classificado em primeiro lugar, para a disputa da etapa nacional. Em 2017, sua despedida dos gramados. De volta ao Operário/MS para a disputa do Estadual.

Ficha técnica
Data de nascimento: 21/02/1977
Local: Chapecó/SC
Altura: 177cm
Clube atual: Operário/MS

Clubes
– Grêmio/RS (1994-1997)
– Juventude/RS (1998)
– Grêmio/RS (1999-2001)
– Flamengo/RJ (2001)
– Sport/PE (2001)
– Júbilo Iwata/Japão (2002-2005)
– Yokohama Marinos/Japão (2005)
– Omiya Ardija/Japão (2006)
– Al-Khor/Qatar (2007-2008)
– Al-Sadd/Qatar (2008-2009)
– Bahia/BA (2010)
– Santa Cruz/PE (2011)
– DPMM/Brunei (2012)
– Chapecoense/SC (2012-2014)
– Juventus/SC (2014)
– Gama/DF (2015)
– Concórdia/SC (2015)
– Corinthians/USA (2015)
– Operário/MS (2016)
– São José/RS (2016)
– FC Djursland/Dinamarca (2016)

Títulos
– Campeonato Candango (2015)
– Campeonato Catarinense da Série C (2014)
– Taça SC (2014)
– Singapure League 1st stage (2012)*
– Campeonato Pernambucano (2011)
– Qatar Crow Prince Cup (2008)
– Xerox Super Cup (2004)
– Emperor’s Cup (2003)
– Xerox Super Cup (2003)
– J.League (2002)
– Campeonato Carioca (2001)
– Campeonato Gaúcho (1999)
– Copa Sul (1999)
– Campeonato Gaúcho (1998)
– Troféu Colombino/Espanha (1997)
– Copa do Brasil (1997)
– Campeonato Brasileiro (1996)
– Recopa Sul-Americana (1996)
– Campeonato Gaúcho (1996)
– Campeonato Gaúcho (1995)

*A equipe do DPMM disputa desde 2009 a Liga Nacional da Cingapura

Títulos/Sub-20
– Brasileiro de Seleções (1996)
– Campeonato Gaúcho (1996)
– SBS Cup/Japão (1996)
– Torneio Romeu Goulart Jacques (1994)
– Campeonato Gaúcho (1994)
– Campeonato Metropolitano (1993)

Estatísticas na Chapecoense
Oficiais | 2012 -2014
44 jogos
2808 minutos em campo
15 gols
7 assistências
4 amarelos
20 vitórias
14 empates
10 derrotas

– Acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro (2013)
– Vice-campeão do Campeonato Catarinense (2013)
– Acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro (2012)

Amistosos
7 jogos
289 minutos em campo
9 gols
5 vitórias
1 empate
1 derrota

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