Foto: Divulgação/Luverdense

Dalton

Técnica, velocidade e posicionamento. Estes poderiam ser os atributos de um meio-campista ou atacante, mas são as principais características do zagueiro Dalton Moreira Neto. Natural de Santo Antônio de Pádua, cidade localizada ao norte do estado do Rio de Janeiro, aventurou-se na capital ainda aos 13 anos. Jovem sonhador e com muita vontade de jogar futebol passou na primeira peneira que fez no Fluminense, em 2002. Aprovado na posição de meio-campo, demonstrava qualidade no controle de bola e rapidez nas ações. Ali começava sua trajetória no esporte.

Foram sete anos representando o Clube das Laranjeiras. Com o passar do tempo e seu processo de formação evoluído, Dalton foi sendo deslocado de posição. Recuou até chegar à zaga. Por ali se estabeleceu e demonstrou facilidade para exercer a função. A experiência na faixa central do campo auxiliou para que tivesse mais tranquilidade na saída de bola e maior noção de posicionamento. O resultado positivo fez com que aos 19 anos tivesse oportunidades no elenco profissional, além de constantes convocações para a Seleção Brasileira Sub-20.

A temporada de 2009, aliás, não sairá da memória do atleta. Um ano de altos e baixos, mas que teve um saldo extremamente positivo. Com a Seleção Brasileira Sub-20 conquistou o Sul-Americano disputado na Venezuela e foi vice-campeão Mundial, no Egito, perdendo o título para Gana, nos pênaltis. Com a camiseta tricolor, foi vice-campeão da Copa Sul-Americana. No Campeonato Brasileiro ganhou experiência justamente no período mais complicado. A equipe carioca ainda tinha chances de ser rebaixada. Na última rodada contra o Coritiba, depois de uma recuperação espetacular na competição nacional, sem perder desde a 27ª rodada, um duelo direto no Couto Pereira terminou empatado e os cariocas se mantiveram na primeira divisão, rebaixando a equipe do Alto da Glória. As cenas subsequentes à partida assustaram a todos, principalmente ao elenco visitante. Vândalos invadiram o gramado e destruíram boa parte do estádio.

“Tivemos um ano atípico. Brigamos até o final pelo título da Copa Sul-Americana e no Campeonato Brasileiro uma arrancada histórica, que ficará marcada no Clube. Lembro cada detalhe daquela partida contra o Coritiba. O clima no estádio era de muita tensão e o time de guerreiros demonstrou seu valor naquela tarde. Este foi um ano importante em minha carreira e que ficará marcado em minha memória”, relembrou.

No ano seguinte, uma transferência para o Internacional foi vista como ótima oportunidade para dar continuidade a sua trajetória no futebol. Logo em seu primeiro ano em solo gaúcho participou do grupo que conquistou a Copa Libertadores da América, em 2010. O Colorado ainda fez um bom Campeonato Brasileiro encerrando no sétimo lugar e mais uma vez com vaga garantida para a competição internacional. A temporada seguinte começaria com um novo desafio: um empréstimo ao Atlético/PR para as competições do primeiro semestre foi efetivado e Dalton vestia o terceiro uniforme diferente em sua caminhada como futebolista profissional.

O retorno para o Internacional se deu em junho. Um mês depois o zagueiro representou a instituição na Audi Cup, em Munique, contra o Milan. Mais uma experiência enriquecedora e que contribuiu para a evolução. A sequência foi de algumas oportunidades em jogos da equipe profissional e aparições no time B, em competições organizadas pela Federação Gaúcha de Futebol.

Em 2014, um destino inusitado para Dalton: o Universitario, do Peru, contratou o atleta para a disputa da Copa Libertadores da América e demais competições nacionais. Nesta edição do torneio continental, o defensor atuou em quatro partidas da fase de grupos. Após encerrar seu ciclo em Lima, vestiu a camiseta do Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos, sob indicação de Bruno Costa, um grande amigo que o futebol deu a Dalton. A relação começou quando ainda estava na categoria de base do Flu e Bruno era diretor da base do Clube. Eles ainda se encontraram durante as convocações para a Seleção Sub-20 e voltaram a se cruzar quando esta transferência se concretizou.

Nesta temporada em solo norte-americano conseguiu apresentar bom futebol e por repetidas vezes esteve no time da semana da North American Soccer League (NASL). Com partidas seguras chamou a atenção de clubes brasileiros e a volta ao país natal estava desenhada.

Em 2017, Dalton representará a Luverdense, equipe consolidada na Série B desde 2014. O zagueiro será peça importante no elenco. O atleta mira voltar às glórias e às conquistas de títulos expressivos que já possuí em seu currículo.

Ficha técnica
Dalton Moreira Neto
Data de nascimento: 05/02/1990
Local: Santo Antônio Pádua/RJ
Altura: 186cm
Clube atual: Luverdense/MT

Clubes
– Fluminense/RJ (2002 – 2010)
– Internacional/RS (2010-2011)
– Atlético/PR (2011)
– Internacional/SC (2011-2014)
– Universitário/PER (2014)
– FL Strikers/EUA (2016)

Títulos
– Copa Verde (2017)
– Campeonato Gaúcho (2012)
– Taça Libertadores da América (2010)
– Campeonato Sul-Americano Sub-20 (2009)

Conquistas pessoais
– Vice-campeão Mundial Sub-20 (2009)
– Vice-campeão Copa Sul-Americana (2009)

Foto: Assessoria/Luverdense

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